sábado, 29 de novembro de 2014

Escrever, escrever e escrever.
Só isso me resta.
Havia perdido a senha daqui. Eu devia ter escrito no meu aniversário, quando nunca tive tão sensível.
Aos finais de semana minha vida tem sido horrível. Todos.
Não tenho conseguido me envolver com ninguém. Fazer amizades.
Essa depressão tá foda. E pior que isso é ter que disfarçar. Não chamar a atenção pra ela.
No trabalho as pessoas nem imaginam pelo que estou passando.
Quando eu acho que esqueci, lembro da doença. Essas mudanças na minha vida fizeram com que eu não cuidasse dela como deveria.
Hoje estou endividado, no Serasa, sozinho, numa cidade distante e que não é a minha.
A Esclerose cada vez pior. Hoje tô levando o dia todo pra arrumar a casa. Evitando conhecer pessoas, sair de casa.
Pra completar o ex que estava sendo bacana, sumiu. Disse que ia aparecer na terça, e na quarta, e ontem, pra dormir. Nada.
Não o culpo. Não devo estar bonito, não devo estar sendo uma pessoa atraente, interessante. E essa depressão deve ser um saco pros outros. Meus amigos mais próximos já não são mais ou menos.
É, literalmente sozinho. Tenho pensado muito na Bebel e como é pacificador um sorriso de criança. Estar com a Bebel me faz tão bem. Todo o tempo com ela os problemas parecem desaparecer.
Nunca pensei que aos 38 anos eu estaria assim. Escrevendo essas palavras.
Eu não sou um cara depressivo. Eu estou deprê, mas não sou. Sou sonhador. Ao menos eu era.. Ter mais idade é cheio de coisas boas. Mas uma coisa que eu tinha, vejo que esou perdnedo cada vez mais: esperança
E quando não se tem esperança... bem, melhor eu procurar por ela.

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